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Angola estende operação Transparência à costa marítima

A "Operação Transparência" em Angola vai estende-se a partir do dia 25 deste mês data em que completa 6 meses, para a costa marítima com a República Democrática do Congo (RDCongo), e no Sul, na província do Namibe até à fronteira com a Namíbia, informou António Bernardo numa conferência de imprensa realizada em Luanda nesta quarta-feira.


Em cinco meses mais de 455 mil estrangeiros deixaram Angola após o lançamento de uma "Operação Transparência" contra a exploração ilegal de diamantes , que inicialmente terá arrancado para as províncias das Lundas Norte e Sul, Cabinda, Malanje, Moxico, Bié, Uíge e Zaire -, tendo progressivamente sido estendida a todo o país. Mas, desta vez as autoridades angolanas, pretendem actuar na costa marítima de Angola para prevenir actos de pesca ilegal e de tráfico de pessoas e bens, anunciou hoje António Bernardo, porta-voz da operação.


Cerca de 1 650 quilómetros de costa atlântica, bem como toda a área da plataforma continental angolana, vão começar a ser patrulhados “por várias forças de segurança” a partir de 25 deste mês e que as autoridades “serão implacáveis” no combate às infracções.


Para além dos Diamantes nas Lundas, Moxico e Bié, o transbordo de combustível proveniente de Angola é uma “actividade comum a ser combatida”, bem como serão fiscalizadas todas as embarcações que se encontrem em águas territoriais face à “constante alteração que os operadores marítimos fazem no licenciamento” alertou António Bernardo perante jornalistas


“Tudo se deve a várias situações políticas e económicas de alguns países do Golfo da Guiné, com incidências negativas na actividade económica em Angola, que tem de defender os seus interesses e a soberania nacional”, argumentou o porta-voz.


Segundo as autoridades policiais angolanas, na pessoa de António Bernardo, ”os preparativos para a extensão da operação começaram em 18 de Fevereiro, tendo sido definidas quatro zonas de actuação ao largo da costa – a área A, compreenderá as de Cabinda e Soyo, a B as de Zeto, Luanda e Cabo Ledo, a C do Lobito até à Baía Farta, e a D da cidade do Namibe até à Baía dos Tigres”.


Além das forças de segurança navais, terrestres e aéreas, a operação contará ainda com o apoio das embarcações oriundas dos serviços nacionais de fiscalização das Pescas e da Protecção Ambiental.
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