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Oi e Sonangol com administradores na Unitel

A brasileira Oi e a angolana Sonangol nomearam três dos cinco administradores do novo conselho de administração da operadora angolana Unitel. Os dois acionistas, cada um com 25% da Unitel, há muito que pretendiam nomear representantes na administração.
Novo conselho toma posse a 6 de maio. A nomeação do novo conselho realizou-se na terça-feira após reunião geral extraordinária de acionistas. A brasileira Oi, que avançou com uma providência cautelar contra a Unitel, nomeou através da sua subsidiária PT Ventures dois dos cinco nomes para o novo conselho.
“Entre os dois membros indicados pela PT Ventures, um deles exercerá o cargo de Diretor Geral da Unitel, função que vinha sendo exercida até esta data pelo Sr. Antony Dolton”, informa a Oi em comunicado.
O novo diretor-geral é o português Miguel Geraldes, sendo o segundo administrador nomeado pela Oi o gestor Luiz Henrique Soares Rosa. João Boa Francisco Quipipa é o administrador que irá representar a Sonangol (através da subsidiária MSTelecom) no novo conselho de administração, com mandato até 2021.
Antigo secretário de Estado do Tesouro de Angola, João Boa Francisco Quipipa foi presidente do Conselho Fiscal da petrolífera angolana. De acordo com fontes ouvidas pelo Dinheiro Vivo, o economista deverá ficar o pelouro das finanças na operadora. Isabel dos Santos (que detém 25% da Unitel através da Vidatel) mantém-se no conselho de administração, tendo ainda transitado do antigo conselho Amilcar Safeca (apontado como próximo do dono da Geni, o general Leopoldino do Nascimento).
O futuro presidente do conselho de administração, cargo até aqui ocupado por Isabel dos Santos, será eleito na primeira reunião do conselho, que deverá ocorrer a 6 de maio. O nome será escolhido pela maioria dos votos. Fontes ouvidas pelo Dinheiro Vivo, admitem que tudo indica que a empresária angolana não vá ser reconduzida no cargo, nem deverá ter funções executivas na operadora. Há muito que a composição do conselho de administração estava a causar desconforto junto dos acionistas.

Em fevereiro o jornal Público noticiou de que a Sonangol acusava a Vidatel, de Isabel dos Santos, e a Geni, de Leopoldino do Nascimento, de impedirem a nomeação de um novo conselho, quando o seu mandato já tinha caducado há um ano. “Em violação da lei, do contrato de sociedade e de obrigações contratuais, a Vidatel e a Geni, de forma intencional, impediram e continuam a impedir a eleição do novo conselho de administração da Unitel”, acusa a MSTelcom numa carta enviada ao então diretor-geral da Unitel, Antony Dolton, citada pelo Público.
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