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Celebração do dia internacional da Menina


A cada dia 11 de Outubro comemora-se o Dia Internacional da Menina para marcar os progressos atingidos na promoção dos seus direitos ao mesmo tempo em que se reconhece a necessidade de continuar a advocacia para o exercício de mais direitos e oportunidades para as meninas. Apesar dos progressos registados, as meninas ainda enfrentam limitações quanto ao acesso e o direito à educação, à boa nutrição e cuidados médicos, à protecção contra violência e práticas nocivas como o casamento precoce e a gravidez na adolescência.
Este ano, o tema foi “Meninas: Uma Força Livre e Imparável”, o Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD), o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e a Rede de Adolescentes e Jovens Africanos (AfriYAn), promoveram no dia 09 de Outubro, no Centro Comunitário da Juventude, bairro dos Ramiros, em Luanda, as celebrações dessa importante data, com a participação do Secretário de Estado da Juventude e Desportos, Fernando Francisco João.
De acordo com o Censo de 2014, em Angola existem cerca 2,8 milhões de meninas dos 10 aos 19 anos, o que representa quase 11% da população total. Em Angola existem cerca de 280 mil meninas com 16 anos, que é a idade em que a maioria delas inicia a vida sexual. Ao chegar aos 19 anos, o nível de alfabetização nas meninas é de 70% enquanto que os rapazes já atingem a cifra de 84%. O investimento na educação das meninas para que elas possam finalizar o nível secundário é fundamental para apoiar a economia do país. Apenas para citar um exemplo, um estudo feito no Quénia, comprovou que se todas as meninas terminassem o nível secundário, elas poderiam contribuir com 27 mil milhões de dólares para a economia do país, ao longo das suas vidas.
Por isso, o lema do Dia Internacional da Menina, ressalta que elas são uma força livre e imparável, casos os investimentos certos em educação, saúde, emprego e participação social comecem a ser feitos hoje, para que os bons frutos possam ser colhidos a médio e longo prazos.
Apesar dos avanços já realizados por Angola, o desafio de melhorar as condições de vida das meninas angolanas continua a ser uma prioridade e uma boa opção de investimento para a promoção do desenvolvimento sustentável e equitativo. Para isso, é preciso apenas considerar e incluir as meninas em tudo o que se faz: crescimento económico, segurança alimentar, paz, segurança, mudanças climáticas, prevenção do VIH e promoção da saúde sexual e reprodutiva. Na perspectiva do UNFPA, essa abordagem multissectorial, compartilhada com os parceiros governamentais, demais agências da ONU e das organizações da sociedade civil apoiará as meninas a permanecer na escola e a concluir dos estudos, assegurar que as gravidezes sejam planeadas, permitindo que escolhas informadas sejam feitas e que as meninas tenham uma transição segura da adolescência para a vida adulta.

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