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Isabel dos Santos na mira da justiça portuguesa


Tanto a CMVM como o Banco de Portugal já manifestaram estar atentos aos desenvolvimentos em torno do caso do arresto das contas das empresas de Isabel dos Santos, devido às implicações que isso poderá ter em território nacional.

Os desenvolvimentos conhecidos esta semana em torno da empresária angolana Isabel dos Santos, que a colocaram num autêntico 'olho do furacão', estão a ser acompanhados de perto por parte dos supervisores portugueses. Nada está provado, como sublinha a empresária, mas a verdade é que há motivos para a deixar preocupada.

Em causa, escreve o NM, está o facto de o Tribunal Provincial de Luanda ter decretado o arresto preventivo de contas bancárias pessoais da empresária angolana Isabel dos Santos, de Sindika Dokolo e Mário da Silva, além de nove empresas nas quais detêm participações sociais.

A empresária já admitiu que o arresto pode ter implicações nos seus negócios, nomeadamente ao nível do pagamento aos seus funcionários e aos fornecedores.

E, por este motivo, a empresária está preocupada com as possíveis consequências deste 'conflito', como revelou aos seus seguidores da rede social Instagram, na quarta-feira. Porém, apelou a que as suas equipas de trabalho não cedam à dúvida nem ao desânimo.

Mais. Num post publicado na rede social Twitter, a empresária lembra que o tribunal não tomou ainda nenhuma decisão e que se trata de uma "ordem provisória que congela certos ativos".

Entretanto, esta sexta-feira, numa curta entrevista que concede ao Negócios, respondida por escrito, Isabel dos Santos declara: "As minhas empresas foram condenadas à morte".

Em Portugal, supervisores estão atentos

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) "está a acompanhar as implicações" da decisão judicial de arresto de bens da empresária angolana Isabel dos Santos em Angola, "designadamente no que respeita a eventuais obrigações de prestação de informação ao mercado por entidades nacionais", disse à agência Lusa fonte oficial daquela entidade.

No entanto, tendo em conta que "a referida decisão incide primariamente sobre entidades de direito angolano, não se afigura por ora, e em face da informação disponível, exigível que sociedades cotadas nacionais, não visadas pela referida decisão, divulguem informação ao mercado", concluiu.

Também o Banco de Portugal afirmou que "considera todos os factos novos que possam ser relevantes" para avaliar acionistas de bancos, como a empresária Isabel dos Santos, que "é acionista do Eurobic (com uma participação de 42,5%)", mas não tem "qualquer outra participação social em qualquer outra instituição financeira supervisionada pelo Banco de Portugal", e "não integra o Conselho de Administração de nenhuma entidade sujeita" à sua supervisão.

Saliente-se que Portugal captou investimento angolano nos últimos anos, com a maioria concentrada nos setores da energia, banca e telecomunicações, grande parte através da empresária Isabel dos Santos, filha do antigo chefe de Estado de Angola, José Eduardo dos Santos.